domingo, 25 de julho de 2010

2000 - Dor.

Depois do fim – a dor
Depois do mar de lama
Em que nos encontramos
- somente dor –
E em mim um vazio
Com lágrimas e gritos
De um amor sufocado
Que nem sei se foi amor
Realmente é que o protótipo
Saiu pela culatra.
Saiu, fugiu – sem sequer
Dar boa tarde.
Esse amor que de tão seco
Ficou amargo
E de tão rude
Se esvaiu como um corte profundo na aorta.
E agora?!?
Só grito, choro e insatisfação...

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