Odeio me sentir ridícula...
Não com relação às roupas ou aspectos físicos, mas aos meus sentimentos...
E já estou eu, de novo, devaneando...
Imaginando-me como em frases feitas.
Implorando um pouco de atenção.
Carência deplorável...
Odeio quando percebo que posso ter bobeado de alguma forma.
Que posso ter sido passada para trás...
Se ao menos eu tivesse a certeza de alguma coisa.
Se ao menos eu soubesse o que acontece ao meu redor, mas...
Estou cega a todos os fatos.
Estou cega ao meu redor...
Procuro transformar pensamentos em palavras, para aos poucos, sucumbir-me a mim mesma.
Se ao menos não me sentisse tão só...
E, devaneios à parte, paro e me contento em ser só um grão.
Apenas um grão de pequenos e esparsados momentos que raramente acontecem...
Apenas migalhas do teu amor...
Apenas o que restou para o meu cárcere, minha tortura voluntária.
Só restos...
E mais nada.
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