sexta-feira, 23 de julho de 2010

Eu, por mim mesma.

Costumo dizer que o meu emocional é um cristal das lojinhas de R$1,99.
Passa-se o vento e ele se faz em mil pedaços, volta o vento e, aos cacos, se reconstitui, não ao que era antes, mas volta.
Disso tudo, não posso dizer que sou melhor ou pior do que era antes, não posso me resumir ao menor ou ao melhor – ou qualquer coisa de intermédio, pode ser...
Atualmente descubro-me e desconcerto-me... Quem sou eu???
Fragilidades à parte, percebo que, à margem de caquinhos, sangro a todo instante e não me importo com qualquer outra coisa, só com o outro.
Estou rodeada de outro.
O outro é minha guia.
O outro é o meu vento.
Grudo um por um os meus caquinhos.
Recolho os pós restantes de emoção.
Levanto-me tranquilamente, dou a mão ao outro - sua mão é etérea - surpreendo-me...
...e... sem euforia, deixo o furacão me levar...

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